7 de set de 2014


Isabela Freitas e Frederico Elboni me dando uma luz


Depois de seis anos de namoro, me vi solteira. Nos primeiros meses eram só baladas e “novidades”. Passados os dois primeiros meses começam os altos e baixos, a carência e a vontade de dormir de conchinha. Um ano se passa e finalmente, surge alguém “especial” que chega e faz um vendaval. Muda minha rotina, hábitos, comportamento, gostos, tudo para melhor e me encanta. Mas considero tudo sob controle, ele pode ir embora a qualquer momento que, apesar de me fazer bem, não é amor. Ou era? 

Eis que levo um pé na bunda, o primeiro da minha vida e talvez inesquecível, por alguns momentos parece até incurável. Agora percebo o que ouvi meus amigos falarem, eu não tinha o controle. Meses depois eu ainda não sabia se era saudade dos bons momentos e risadas, do bem que me fazia, dos carinhos ou das mudanças. Será que é apego? Ou o pior, amor. Enfim, não interessava mais o que era, eu só queria superar o nome, o cheiro e o saudosismo. Era a hora de deixar ir, desapegar, esquecer. Deixar chegar gente nova, aproveitar oportunidades e ser feliz.

No momento em que não pensar no dito-cujo já era difícil, surgiam diariamente postagens no facebook, instagram, curtidas. Para tudo, quero abstrair ele do meu mundo, para de me seguir e curtir minhas coisas, por favor? Eu não podia mais conviver com a existência dele, mas tinha que aprender, definitivamente era hora de superar. Foi então que coloquei na cabeça que deveria tomar alguma atitude, mas ainda não sabia qual seria e o destino tratou de cuidar disso.

Já havia escutado falar de um livro chamado “Não se apega não” e só pelo nome já sentia a necessidade de ler. Há meses não tinha tempo e vontade de ler algum livro,  apesar de adorar livrarias e seus produtos. Numa manhã despretensiosa, tive que ir a um shopping e depois de fazer o que precisava, com tempo livre,  passei em frente a uma livraria,  passei direto. Mas algo me fez voltar, o tal livro na vitrine e ao seu lado um outro que eu já desejava há algum tempo, “Um sorriso ou dois”.

Entrei, olhei alguns livros, vi outra “paixão” o agora popular “Eu me chamo Antônio” e não cogitei outras opções. Ali planejei, vou ler o “Não se apega não” como uma sessão do desapego e depois para me autoafirmar e pensar nas próximas conquistas e felicidades da vida, “Um sorriso ou dois” do meu já conhecido e querido Frederico Elboni. Com toda minha falta de tempo, lia cada segundo que podia: comendo, no banheiro, no ônibus até perder o ponto, nos minutos que antecediam a entrada no trabalho, no intervalo, antes de dormir. Sempre, sempre que podia. Resultado, devorei cada um em uma semana.
Resultado final, com a Isabela Freitas na minha sessão do desapego vi que o que o fato de todos os homens serem iguais faz com que todas nós, mulheres passemos pelas mesmas situações e assim, podemos nos ajudar e aprender umas com as outras. Essa confusão e apego é super comum e passa, é necessário e como diz em um trecho do livro, “não adianta tentar segurar as pessoas na nossa vida. Se elas precisam ir, deixe que vão”. Já com Fred, querido e íntimo (só ele não sabe), aprendi pequenas e importantes lições que apesar de parecerem comuns a todas, a interpretação de cada uma influência bastante no resultado (percebi isso conversando com outras amigas que o leram). Ah! Adorei o capítulo sobre “o charme dos cabelos curtos” e confesso, me surpreendi com Fred!

Por fim descobri que quando se quer algo de verdade, se arruma tempo para fazê-lo. E que sim, um (ou dois) livros pode mudar sua vida. Hoje Isabela e Fred tem um cantinho só deles na minha estante de livro e inauguraram o espaço dos livros que mudaram meu caminho. Valem muito a pena recomendo para ontem!

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