24 de set de 2015


Coluna do Masters – “Meia Noite em Paris”


“A vida imita a arte muito mais do que a arte imita a vida.” É com essa bela citação do escritor “Oscar Wilde” que inicio a dica da semana. Desta vez, vamos além do romance tradicional para viajar pelo incrível mundo das artes.

Dica da semana...
Toda beleza da cidade circula livremente enchendo os olhos, cada pedacinho de Paris eleva a inspiração dos simples aos mais sofisticados artistas. O histórico local da cidade é um grande motivador para as almas criativas. Gil (Owen Wilson) um roteirista benquisto em Hollywood, faz uma pequena viagem de negócios para Paris com sua noiva Inez (Rachel McAdams). Mesmo bem remunerado e com certos prestígios, Gil se encontra desestimulado com sua profissão e revela a imensa vontade de se tornar um escritor literário. Cansado de certas futilidades do seu meio social, Gil aproveita para caminhar sozinho a noite pelas ruas da cidade em busca de inspiração para seu livro. Perdido, sentando em uma escadaria, ao badalar dos sinos que marcam a meia noite o mesmo é surpreendido por um carro clássico dos anos 20 repleto de pessoas prontas para festejar noite adentro. Um pouco bêbado, aceita o convite de dar uma volta e encontra os mais notórios escritores e artistas da época considerada por Gil como a melhor de todos os tempos. Extasiado, ele começa a repetir a noitada em busca de mais inspiração e emoção para seu livro e vida.


Para quem já conferiu... (Contém Spoilers)
Não sei bem como são as ruas de Paris, mas esse filme traz uma beleza tão grande do local que é inevitável não desejar conhecer o lugar. Podemos observar algumas pegadas filosóficas no decorrer da trama, reflexões sobre a satisfação da carreira profissional seguida, se realmente dinheiro é o mais importante. É nítido (o filme enfatiza muito esse ponto) que Gil é bem remunerado, porém não se sente satisfeito com sua profissão, o que nos faz pensar sobre nossas escolhas. É abordado também o conformismo, costume que inibe o questionamento sobre nossas atitudes, as de terceiros e os meios em que vivemos. Inez não apoia os sonhos de Gil e ainda o menospreza quando junto do amigo que exibe arrogantemente inteligência, podemos observar que o conhecimento não deve ser ostentado, mas sentido e desfrutado de forma construtiva e prazerosa. Em vários momentos épocas distintas são taxadas como as melhores pelos personagens, porém próximo do desfecho final é revelado outros pontos de vista que mostram condições relativas onde as maravilhas do tempo são despercebidas por quem as vive, e que a perfeição pode ser ilusão de um saudosista sonhador. Artistas consagrados vão surgindo no decorrer do longa, nomes como “F. Scott Fiztgerald”, “Ernest Hemingway”, “Pablo Picasso”, “Salvador Dalí” o que resulta uma agregação de valor cultural artístico na obra. Por fim, Gil encontra uma garota que digamos ser bem mais sonhadora, o que se encaixa perfeitamente com o estilo dele, retirando assim o desejo pela acompanhante Adriana (Marion Cotillard) e sua ex noiva. Este filme é muito agradável tanto em enredo como em imagens, é uma boa pedida para quem quer refletir sobre a vida e prestigiar alguns atos artísticos. Espero que gostem desta trama, sugiro que apreciem sem moderações este excelente título.


Informações:
Direção - Woody Allen
Produção - Letty Aronson / Stephen Tenenbaum / Jaume Roures
Roteiro - Woody Allen
Elenco - Owen Wilson / Marion Cotillard / Rachel McAdams
Música - Stephane Wrembel
Lançamento - Estados Unidos 10 de junho de 2011 / Brasil 17 de junho de 2011

Trailer:


Cenas do Filme...




 









Hélio Masters
Jovem estudante de publicidade e propaganda que se entrega aos diversos estilos buscando compreender a arte de viver.
Viciado em filmes, apaixonado por música, escritor por acaso e completamente atarantado.

4

4 comentários:

  1. Erica Jeani Costa24 setembro, 2015

    Brilhante!
    E sem dúvidas, é um filme lindo em diversos sentidos.

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  2. E esse filme é demais. Ainda me lembro quando ele vai apresentar o livro que está escrevendo para um escritor do século 20 e o escritor diz: "Não quero ve-lo, porque se for ruim odiarei porque é ruim e se for bom odiarei por não o te-lo feito".

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    Respostas
    1. Essa frase é muito intensa. Quando ele terminou de falar, voltei a cena para ouvi-la novamente. Esse filme lembra muito a sua pessoa, rsrs no teu caso não é um livro, mas sim uma melodia.

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