20 de nov de 2015


Coluna do Masters – “Sociedade dos Poetas Mortos”


Feliz daquele que se liberta do padrão e busca compreender o mundo livremente degustando todas as possibilidades possíveis, encaixando um pouco de si mesmo em tudo, entendendo que a vida é um campo de oportunidades. A dica desta semana é uma pura aula de filosofia que engloba um novo jeito de viver, moldando-se perfeitamente em cada ser distinto. Bem-vindos a “Sociedade dos Poetas Mortos” (DeadPoetsSociety), lugar onde a liberdade goza da existência mergulhando na essência.
“ Nós não lemos e escrevemos poesia porque é bonito, nós lemos e escrevemos poesia porque pertencemos a raça humana e a raça humana está cheia de paixão. Medicina, direito, engenharia são ambições nobres e necessárias para manter a vida. Mas poesia, beleza, romance, amor... é para isso que ficamos vivos.  ”

Dica da semana...
Pensando sobre o ciclo da vida, percebemos que seguimos um método lastimável onde formar um capital promissor é a importância cruel no qual nos foi determinado. Ter é melhor do que ser, eis o carma da sociedade. São dias difíceis para os sonhadores, porém felizes os que se aventuram vivendo o que se ama. Em 1959, chega na tradicional academia preparatória Welton, um ex-aluno, agora como professor para ministrar aulas de literatura. Apresentando uma metodologia distinta, totalmente diferente do padrão conservador, logo chama atenção dos alunos que estão acostumados com um sistema metódico, apelidado por eles como inferno. Intrigada com as atitudes do docente, a direção começa a chamar atenção, repreendendo de certa forma o mestre e suas ideologias. Pesquisando sobre a vida do instigante professor, os alunos encontram em seu anuário um trecho escrito: “Sociedade dos Poetas Mortos”. Curiosos, os mesmos vão em busca de mais informações sobre e decidem dar continuidade às esplêndidas e antigas reuniões um dia já vivenciadas pelo seu tutor.



Para quem já conferiu... (Contém Spoilers)
Digamos que este filme é simplesmente a soma de belas filosofias e pensamentos no qual eu admiro e vivencio intensamente. Encaixe de esplendidas ideologias buscando a liberdade de uma vida levemente feliz.
Temos como base um assunto delicado, o sistema de educação robotizado seguindo uma linha de formação, preparando humanos para exercer funções tidas como o ápice para garantir um futuro promissor estabelecido pela sociedade. É lastimável presenciar tal condição, pessoas começam a viver forçadamente os sonhos dos pais e acabam herdando vidas vazias e comuns. A nova didática do professor John Keating (Robin Williams) é fantástica, porém perturbadora aos olhares conservadores, pois atualmente, mesmo com tantas mudanças, esse estilo inovador ainda é pouco aceito, feliz dos profissionais que conseguem viver e aplicar toda essa liberdade. Já tive o prazer de estudar com docentes semelhantes e confesso que fui muito bem impactado.
Admirável a visão de mundo contida neste filme, o lirismo extraído de cada ponto é impressionante. Formoso o jeito delicado e árduo de moldar as palavras para encaixar nos sentimentos trazendo sentidos e instigando a novas percepções. Após o longa, fui pensar sobre e consegui extrair várias vertentes para algo distinto. Em um só comecei a ver vários.
O positivismo de John Keating é contagiante, pessoas assim costumam melhorar o nosso dia e nos fazem acreditar que podemos ser melhores. Notamos assim as mudanças de cada aluno que começaram a se tornar seres-humanos de verdade, pensadores ardilosos amando viver, ousados rapazes sonhadores tendo o prazer de ser eles próprios. Carpe Diem!
Despertando o princípio Carpe Diem, os jovens se entregaram loucamente a causa. Nasceram corações entusiasmados, saltitando atitudes. Da busca incansável pela conquista do coração amado ao gelo quebrado do medo expressivo pela timidez dominante. Jovens maquinados para profissões definidas quebravam suas algemas seguindo o fluxo do rio até a caverna do atrevimento.
Infelizmente o aluno Neil Perry (Robert Sean Leonard) comete suicídio, mas vejo essa morte como essencial na trama. Pois era preciso mostrar que as rédeas postas pelos pais no quesito decisão de carreira profissional, são bastante prejudiciais. Mentalmente mata o ser que vive o vazio de uma vida planejada e sem sentido, triste condição de existência. Acredito que ele permanece vivo na memória dos sonhadores, que o mesmo corre livremente pelo bosque da peça que encenou nos seus últimos dias de verdadeira vida. Viver fisicamente para ele nas condições propostas pelo pai, era o mesmo que morrer todos os dias aos poucos angustiando as dores da infelicidade.
O final é impressionante, magicamente esplendido, digno de aplausos. A subida dos alunos nas carteiras mostrando admiração e respeito pelo tutor é simplesmente fantástico. Resume todo o trabalho apresentado no filme mostrando que vidas tinham sido impactadas e que novos seres agora reinavam em suas próprias existências.
“ Ó capitão! Meu capitão! ”

Informações:
Direção: Peter Weir
Elenco:Robin Williams / Ethan Hawke / Robert Sean Leonard/Josh Charles / (...)
Género: Comédia Dramática
EUA– 1990 – 2h8min.

Trailer:

            

Cenas do Filme:














Hélio Masters
Jovem estudante de publicidade e propaganda que se entrega aos diversos estilos buscando compreender a arte de viver.

4

4 comentários:

  1. Poético feito o filme! Parabéns!

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  2. Esse filme foi marcante! Assisti por indicação de uma amiga e fiquei apaixonada!
    Beijos!

    Sociedade do Esmalte

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    Respostas
    1. Realmente muito marcante. Quem tem a oportunidade de conferir, sempre busca repassar.

      Sucesso ^^

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