10 de ago de 2016


A deliciosa volta ao passado e ao reencontro com Mamonas Assassinas

“Atenção, Creuzebek; Creuzebek meu filho, vamos lá que vai começar a baixaria"!
Adriano Tunes, Elcio Bonazzi, Ruy Brissac, Arthur Ienzura, e Yudi Tamashiro interpretam brilhantemente a turma de Guarulhos que encantou o país.
Se você tem mais de 20 anos vai saber bem da emoção que escrevo aqui em cada palavra. Quer dizer, se estou falando dos meninos de Guarulhos, os músicos Samuel Reoli, Sérgio Reoli, Júlio Rasec, Bento Hinoto e Dinho então nem precisa de tanto tempo assim. Sem dúvidas alguma, os Mamonas Assassinas encantam os público, mesmo tanto tempo depois da morte prematura do grupo.
Interpretados por Elcio Bonazzi, Arthur Ienzura, Adriano Tunes, Yudi Tamashiro e Ruy Brissac, “O Musical Mamonas” é o divertidíssimo espetáculo que celebra a trajetória artística da banda “Mamonas Assassinas”, com um elenco preparadíssimo e muito talentoso, são mais de 120 min dentro do túnel do tempo, entre lágrimas (euzinha no caso) e gargalhadas, muitas gargalhadas.
Com texto de Walter Daguerre, direção de José Possi Neto, direção musical de Miguel Briamonte e coreografia de Vanessa Guillen, a produção oferece ao público a chance de conhecer e rever  a alegria de suas canções, com formato estético para a formação original e alegria da banda.

Os Mamonas
Banda de grande sucesso em meados dos anos 90; embora de carreira curta, até hoje de grande repercussão. Muito mais que cinco jovens que se conheceram em Guarulhos/SP, inicialmente construíram uma banda de rock progressivo chamada Utopia, sem muito sucesso (ainda bem, pois só assim conheceriam o sucesso que estava por vir). Em vez de insistir na tentativa de serem os novos Titãs, Engenheiros do Hawaii ou Legião Urbana, o produtor Rick Bonadio insistiu que os cinco músicos apostassem no humor que tinham naturalmente, nítido nos momentos de descontração da banda, reformularam o trabalho do grupo, nascendo assim, “Os Mamonas Assassinas”. Os meninos de Guarulhos cruzaram o país como um cometa: foram sete meses de carreira, um único álbum lançado e mais de três milhões de cópias vendidas. São 14 músicas, que fazem a cabeça de todas as idades desde 1995.
As músicas atemporais do grupo, até hoje podem ser curtidas e acusadas de cunho capitalistas, homofóbicas, machistas, emburrecedoras, desbocadas entre outros, porém com um conceito estético complexo que dá cores além do que conta aquela época. Tanto na música, na literatura, no teatro e no cinema, o mundo vivia uma nova onda pop diferente e um momento no mundo conturbado, pelo amplo acesso à televisão, pelo fim das ditadura e etc. Esse mix de cores, formas, texturas e  padrões, da moda e  na política, abriu espaço para a explosão de referências culturais. Diante de tudo isso, cantar as canções desses meninos era como deixar nossos protestos com mais leveza, genialidade e graça (Ai, como sinto saudades dessa época!).
Sobre o dia 2 de março de 1996, prefiro não apontar. A lembrança dos sorrisos e de toda a alegria que a banda nos trazia/trás, não merece ser escondida sobre as sombras de uma tragédia. Vinte anos após a ausência da banda, o espetáculo “Mamonas - O musical” faz sua temporada no Teatro Net Rio, depois de uma temporada em São Paulo e em breve aterriza em Belo horizonte.
Destaques do espetáculo
Não haveria melhor e mais articulada forma de contar a história do que um grupo de anjos ensaiando um próprio musical em sua homenagem. Com um ritmo perfeito, o grupo de atores canta e dança com um balançado que não torna o espetáculo monótono, tampouco cansativo.
Gostaria também de destacar  a brilhante e alegre atuação do Patrick Amstalden que interpreta vários personagens, entre eles Rick Bonadio. Não é à toa que foi indicado ao prestigiado Prêmio Bibi Ferreira para o prêmio de MELHOR ATOR COADJUVANTE. Falando nisso, sobre a brilhantíssima atuação do Ruy Brissac (que faz o Dinho), prefiro deixar para minhas considerações finais. Ruy também foi indicado ao prêmio para “AS” categorias de MELHOR ATOR REVELAÇÃO e MELHOR ATOR. 
Não tiro o mérito de nenhum dos outros envolvidos, pelo contrário, tiro meu chapéu e deixo meus aplausos de pé a todos, assim como foi no dia que pude contemplar essa maravilhosa produção.

Ficha Técnica: 

Texto - Walter Daguerre

Direção Geral - José Possi Neto

Direção Musical - Miguel Briamonte
Elenco 
Ruy Brissac – Dinho/ Adriano Tunes – Julio/ Yudi Tamashiro – Bento
Elcio Bonazzi – Samuel/ Arthur Ienzura – Sergio/ Rafael Aragão – Cover Dinho/ Patrick Amstalden – Rick Bonadio 
Vanessa Mello / Nina Sato / Gabriela Germano / Maria Clara Manesco
Marco Azevedo / Reginaldo Sama / Bernardo Berro / Andre Luiz Odin 
Coreografia – Vanessa Guillen
Cenário - Nello Marrese
Figurinos - Fabio Namatame
Designer de Maquiagem e Cabelo – Anderson Bueno
Designer de Luz - Wagner Freire
Designer de som - Gabriel D’Angelo
PRODUTORES ASSOCIADOS - Rose Dalney, Márcio Sam e Túlio Rivadávia


Serviços - “Mamonas — O musical”
Onde: Teatro Net Rio — Rua Siqueira Campos 143, 2º piso, Copacabana (2147-8060).
Quando: Qui., sex. e sáb., às 21h; dom., às 19h. Até 28 de agosto.
Quanto: R$ 50 e R$ 120.
Classificação: 12 anos.

Por Nayara Alves
Parece que foi ontem que eu acordei com meus pais dizendo pra não ligar a televisão. Eu só tinha 6 anos e minha única preocupação era ficar de vigilância aos domingos pra ver se “meus meninos” estariam no Gugu ou no Faustão. Já fazem 20 anos e ainda assim, me sinto marcada pela passagem dos Mamonas Assassinas na cultura pop brasileira de forma intensa e muito ousada.
O sucesso estendido e vivido das únicas 14 faixas é como se o público não tivesse aceitado a morte dos artistas, isso é notório a quem assiste ao espetáculo. Eu, em passagem pela cidade do Rio fui convidada a prestigiar o musical e sem ter noção do que vinha pela frente, aceitei. De cara, ao  fim do terceiro toque, ao ter o encontro pela primeira vez dos meus olhos no jovem Ruy Brissac, tive minhas primeiras lágrimas  a rolar. Não é só um show de interpretação ou ainda a semelhança físicas do ator com Dinho (fato que é de assombrar). São os jeitos e trejeitos que contam toda uma história. Vi-me novamente com 6 anos de idade, de frente a TV, tendo meus melhores minutos de lazer.
A peça mostra o jeito que os integrantes da banda carregavam consigo a espontaneidade  e o motivo de terem se tornado conhecidos nacionalmente, de forma explosiva e apoteótica, antes mesmo com apenas um álbum lançado, que repercute até hoje. A forma em que o quinteto protagonista interpreta forma um conjunto harmonioso, assim como eram os Mamonas Assassinas. Yudi, que me fez gritar tantas vezes por um Playstation sem nem saber o que era, é outro que arrasa em cena. Elcio Bonazzi e Arthur Ienzura, como os irmãos Samuel e Sérgio, demonstram muito mais que familiaridade com o universo dos musicais, e ainda ressalto o quanto foi lindo ver a forma que o Arthur atendeu algumas pessoas na recepção do teatro ao fim da apresentação. Mais um ponto que o coloca ainda mais merecedor dos méritos pelo que faz (não me perguntem se eu fui falar com ele, fotinhas e tal, vocês sabem, morro de vergonha). Sobre o Adriano Tunes, como o tecladista Júlio, eu só queria ter levantado e dançado "o vira" com você, dá próxima vez, deixa por favor?
Mais uma vez, Aplausos (de pé)!!!

Olha a cara inchada da pessoa, porém muito alegra. Juciê na minha foto - metido lindo da Nay
ATENÇÃO FORTALEZAAAA - Segura essa Marimba!!! Abriu agenda pra Fortaleza - nos dias 09 de setembro a 11 de setembro, ingressos aqui

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4 comentários:

  1. Um amor chamado: MAMONAS ASSASSINAS <3
    Sou apaixonada até hoje, chorei horrores com o filme.

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    Respostas
    1. Leh minha linda, que felicidade em ver você por aqui. Seja bem vinda viu?! Eu também morro de saudades, o musical é maravilhoso, não tenho palavras!!!

      Xero minha curica linda!

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